Membros da sociedade civil, sector privado, técnicos de infra-estruturas, e do Ambiente estiveram reunidos esta quinta-feira (08) em Quelimane para discutir e fortificar a participação activa das entidades municipais, estatais a todos os níveis sobre os impactos que as mudanças têm nas comunidades e a necessidade do seu contínuo engajamento para assegurar que o processo de tomada de decisão e definição de intervenções tenha uma base multi-sectorial, flexível e de longo prazo.

O Encontro de 1 dia foi promovido pelo Conselho Municipal em parceria com o Programa da USAID de adaptação das Cidades Costeiras (CCAP) e a Aliança para a Resiliência Climática (ACRRA).

O plano Municipal de adaptação as mudanças climáticas em elaboração pretende ser um instrumento de apoio a gestão e resiliência urbana e obedecerá as normas estabelecidas pela estratégia nacional de adaptação e mitigação das mudanças climáticas (2012-2015). O plano visará igualmente apoiar as entidades locais, a sociedade civil, o Sector Privado e os cidadãos a identificarem as vulnerabilidades climáticas e capacidades existentes, definir princípios, linhas de intervenção, papeis e responsabilidades com vista a progressivamente incrementar a resiliência da cidade aos impactos das mudanças climáticas e a reduzir os riscos aos desastres que tendem a ser mais frequentes e severos.

Para Ascensão Chauchane, Coordenador do Projecto de Elaboração do Plano Estratégico de Desenvolvimento Municipal de Quelimane, este encontro marca o apogeu de um processo de consulta pública e recolha de subsídios de diversos sectores chaves na Autarquia.

“Estamos aqui hoje para apresentar aquilo que nós colhemos dos vários grupos da sociedade e em função disto, avaliarmos e encontrarmos um consenso, dar-mos seguimento naquilo que chamaríamos de draft zero do nosso plano de adaptação as mudanças climáticas que deverá ser apresentado à Assembleia Municipal para a sua aprovação com vista a sua concretização pelo Conselho Municipal e outras forças vivas da sociedade. ”

O projecto está sendo implementado seguindo duas principais fases, desde a capacitação institucional e das comunidades em matéria de mudanças climáticas, na qual estas são convidadas a olhar para o mangal como uma fonte de geração de rendimento e pondo o assento tónico na exploração sustentável.

O Executivo Municipal junto dos seus parceiros de implementação do projecto identificaram uma área de 25 hectares que apresentam situações críticas e cuja intervenção já teve início com o plantio de perto 30 mil plantas de protecção costeira, num plano de cinquenta mil previstas.

Galeria de Fotos do Evento 

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