14500987531_d37f27c1f9_o (1)EXCELENTÍSSIMO SENHOR GOVERNADOR DA PROVÍNCIA DA ZAMBÉZIA

EXCELÊNCIA,

VENERANDO JUIZ PROVINCIAL

Senhores membros do Governo,

Caras Munícipes da Cidade de Quelimane,

Caros Munícipes da Cidade de Quelimane,

Minhas Irmãs, Meus Irmãos, Minhas Mães, Pais, Irmãos, amigos, moçambicanos e moçambicanas residindo nos diferentes cantos deste Município da Cidade de Quelimane,  

 

DISTINTOS CONVIDADOS

MINHAS SENHORAS E MEUS SENHORES

Em nome dos munícipes da Cidade de Quelimane, em nome do Conselho Municipal da Cidade Quelimane, e em nome do Exmo. Senhor Presidente do Conselho Municipal de Quelimane, apresento as nossas mais cordiais saudações.

Não nos é possível falar do dia 25 de Junho, sem antes recordarmos do processo que conduziu a esta data. Por isso, meus irmãos, deixem-me dizer que o processo de libertação desta pátria, tinha como objectivo aglutinar todas as camadas da sociedade moçambicana num mesmo ideal de liberdade, unidade, justiça e progresso, cujo escopo era libertar a terra e o Homem.

Celebramos os 39 anos da Independência num contexto em que o país vive momentos tristes de tensão política que para além de ceifar vidas humanas compromete os progressos económicos que se tinham alcançado depois da assinatura dos Acordos gerais de Paz. Hoje reiteramos mais uma vez que os caminhos da procura da paz exige estratégias, metodologias apropriadas cuja intermediação, se torna uma plataforma ou instrumento a valorizar. A estratégia irresponsável e inconsistentes adoptadas para arrastar o diálogo entre as partes envolvidas, e dali retira-lo o mérito e a validade; a fraca abertura das partes para dialogarem com honestidade, clareza, humildade só servirão para descredibilizar os resultados alcançados nos últimos 21 anos da paz em Moçambique e colocar na encruzilhada o sonho, a esperança deste povo que quer se reerguer. É nestes termos que mais uma vez, fazemos um apelo a todas organizações da sociedade civil, as lideranças das diversas confissões religiosas, aos filósofos, aos académicos para que de forma neutral, isenta e imbuídos da sabedoria platónica se desdobrem em busca da paz e da estabilidade política que tende a voar, e pode desaparecer! É nos fundamentos da justiça social, da equidade na distribuição de recursos, na redução dos fossos de desigualdade entre pobres e ricos, na abertura, no diálogo fraterno e honesto, onde deveremos procurar e encontrar os fundamentos da paz que os moçambicanos não querem nunca mais deixar e muito menos ver a voar. Combinamos estes apelos com o reconhecimento colectivo da importância da unidade da família moçambicana.

Em nome dos Conselho Municipal da Cidade de Quelimane, dos seus munícipes, e nome do Exmo. Senhor Presidente só Conselho Municipal da Cidade de Quelimane, gostaríamos de apelar tanto ao Governo como a Renamo para preservemos a Paz, o espírito de patriotismos, para o crescimento da economia Moçambicana, que tem estado a baixar por causa do clima tenso que hoje se vive na estrada nacional número 1, onde por semana a relatos de vitimas mortais e ferimentos graves.

Por isso, ao celebrarmos o dia 25 de Junho reafirmamos que Moçambique precisa de uma política social justa que não favoreça, unicamente, àqueles que estão situados mais próximos do raio do poder; que não satisfaça uma elite política minoritária que detém forte apoio dos militares e da polícia; mas sim, que favoreça os que dedicam as suas energias em prol do bem-estar colectivo. Tudo isto pode, e deve ser possível, desde que os moçambicanos, juntos, com humildade, sabedoria e inteligência, procurem e encontrem os caminhos efectivos da paz e da estabilidade do País. Dai, realçamos a importância da ampliação do campo político e económico assegurado com o envolvimento activo das organizações da sociedade civil, das lideranças religiosas, dos académicos. Assim, todos teremos um papel importante a jogar no processo de construção da paz e da moçambicanidade que os 39 anos da nossa independência, pensou-se ser responsabilidade, propriedade e monopólio ganancioso de um grupo minoritário, que não conseguiu oferecer, na plenitude o mínimo das liberdades e da independência, que ainda continua sendo tanto procurada pelos moçambicanos e pelos munícipes da Cidade de Quelimane!

Que esta data seja oportunidade impar para reflectirmos sobre os desafios na construção de um Moçambique mais digno para os cidadãos cuja construção arranca no dia 15 de Outubro de 2014. Por isso, apelamos aos moçambicanos, aos jovens, mulheres e idoso a afluírem as mesas de votação no próximo dia 15 de Outubro e asseguram com o seu voto as condições necessárias para um país democrático que vamos todos juntos erguer. Este é o Moçambique para Todos.

Quelimane, 25 de Junho de 2014

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