Discurso do Substituto do Presidente do Conselho Municipal da Cidade de Quelimane, Senhor Vereador Casimiro Pedro, por ocasião da graduação na Universidade Católica de Moçambique, a 5 de Dezembro do ano 2015.

 

Sua Excelência Reverendíssima Senhor Bispo da Diocese de Quelimane;

Sua Excelência Senhor Governador da Província da Zambézia;

Magnífico Reitor da Universidade Católica de Moçambique;

Excelentíssimo Senhor Director da Faculdade de Ciências Sociais e Políticas;

Excelentíssimos irmãos do Corpo Docente;

Excelentíssimos irmãos do Corpo Técnico e Administrativo;

Excelentíssimos graduandos, familiares e amigos;

Reverendos Padres e Irmãs aqui presentes;

Caros Munícipes;

Minhas Senhoras e meus Senhores;

É com elevada honra e dignidade que participamos nesta sublime cerimónia de graduação de estudantes em diversas áreas do saber, ostentando os níveis de Licenciatura e Mestrado.

Esta cerimónia reveste-se de uma magnitude imensurável e torna a nossa cidade depositária do saber fazer. Ela enobrece todos os Munícipes e ao Governo desta Autarquia, porque constitui um marco de suma importância nesta terra dos bons sinais, dado que a graduação é de per si o prelúdio de bons sinais para um desenvolvimento humano sustentável.

Há 20 anos, a Conferência Episcopal de Moçambique, sob beneplácito da Igreja Universal, na pessoa do Beato e amado Papa João Paulo II, inaugurava uma nova era, no campo do ensino superior em Moçambique, ao fundar esta Universidade, o que indeclinavelmente era o prelúdio da epifania dos novos tempos, decisão corajosa que rompia com as assimetrias e derrubava as barreiras que minavam o acesso ao ensino superior.

É do domínio público que durante vários decénios, Maputo era onde todos se dirigiam em busca duma universidade, o que tornava o acesso ao ensino superior apanágio duma minoria.

Está de Parabéns a Igreja Católica e a Conferência Episcopal de Moçambique.

A vós, graduandos, vai uma mensagem de estima e apreço, pelo esforço abnegado durante os anos da vossa formação. Como o oleiro trabalha o seu barro, esperamos que vos tenhais deixado moldar à medida e circunstância dos desafios que o País vos impõe, para hoje merecerdes esta solenidade.

Espera-se de vós um empenho responsável ao longo da vossa vida académico-laboral. Hoje, com este simbolismo, ides entrar na linhagem da academia. Porém, lembrai-vos que ao académico se exige investigação permanente dos enigmas que enfermam a sociedade, para trazer a verdade da sua essência, e com ela as soluções salutares que criem o bem-estar, a tranquilidade e a paz, como exercício livre de cidadania sem nunca sucumbir ao receio.

Ao académico espera-se que viva de acordo com os ditames da razão e que seu percurso seja inspirado pelos conceitos de “vontade boa” e “imperativo categórico” como rege a ética e liberdade kantiana, no cumprimento da Lei Magna que é a CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE e das demais leis ordinárias que corporizam o mosaico legal Nacional.

Há 2000 anos Jesus Cristo disse no Sermão da Montanha: “Vós sois o sal da terra e luz do mundo”(Mt.5 13-16). Fazendo nossas as palavras de Jesus Cristo, permitam-nos dizer de viva voz, que “vós sois a salvação deste povo”. Se na Bíblia Jesus perguntava: a quem enviarei? Hoje são as faculdades que questionam: a quem enviaremos pra este mundo controverso para dar solução aos problemas da instabilidade social, económica e política? Hoje, com este acto, tenhais coragem de dizer: Eis-nos aqui!

Ao académico espera-se uma capacidade de resiliência aos choques, quer sejam provocados pelo homem, ou mesmo pelos fenómenos da mãe natureza com o advento das mudanças climáticas.

A terminar, permitam-nos dizer que vós sois académicos do tipo novo, sois as primícias desta nova etapa promissora e grande responsabilidade é vossa.

Muito Obrigado

Quelimane, rumo aos bons sinais, 5 de Dezembro de 2015.

 

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