As obras de construção do futuro porto de águas profundas de Macuse, na província central da Zambézia, poderão iniciar no ano de 2016, podendo, na fase da sua implantação, absorver mais de 99 por cento de mão-de-obra local defendeu esta quarta-feira (21), o Presidente do Conselho de Administração do Corredor do Desenvolvimento da Zambézia (CODIZA), Abdul Carimo, ao Jornal Municipal Bons Sinais.

Para Abdul Carimo com a concretização e entrada em funcionamento do Porto de Aguas Profundas de Macuse não só a Zambézia sairá a ganhar, mas também, todo o corredor do Zambeze.

Carimo falava a margem de uma visita efectuada esta quarta-feira ao Porto de Quelimane acompanhado de uma equipa multi-sectorial composta pelos representantes da Tai-Moçambique Logística, o Presidente do Conselho Municipal de Quelimane, Manuel de Araújo entre outras individualidades para avaliar as condições físicas, operacionais e a viabilidade da infra-estrutura portuária para receber e transportar máquinas, equipamento e material para as obras do futuro porto e da linha férrea Macuse-Moatize, fazendo a ligação entre as províncias da Zambézia e Tete.

O futuro porto terá capacidade de manusear mais de 100 milhões de toneladas por ano, mas na fase inicial irá manusear 25 milhões de toneladas. Conquanto sabe-se que este último volume é muito superior a quantidade de carvão manuseada no porto da Beira, ou seja, quatro vezes maior.

A infra-estrutura portuária poderá receber e atracar navios com a capacidade que varia entre 100 a 120 mil toneladas de carvão. A linha férrea que ligará o distrito carbonifero de Moatize  à Macuse terá uma extensão de 525 quilómetros, um projecto orçado em cerca 3,5 biliões de dólares.

Comments (1)

  • Abilio Jafar Felizardo

    É muito bom que tenhamos o porto de Macuse. Mas a questão da mão-de-obra vejam se evitem maior número de estrangeiros. A maior guerra em Moçambique é por causa de falta de emprego e oportunidades.

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